Amor e Revolução

A novela do SBT está dando o que falar na rede, mas toda essa publicidade não parece ser suficiente pra aumentar o seu ibope, estagnado nos 6 pontos desde a sua estréia. Nem beijo gay melhorou a audiência, que estava prevista entre 8 e 10 pontos. Mas por que será que a primeira novela sobre o período da ditadura no Brasil não está fazendo o sucesso esperado?

Alguns dizem que falta dramaturgia, que os atores contracenam pouco e que o foco está mais no período histório do que na trama. É fato que as cenas de tortura são desnecessariamente longas, e que algumas pessoas não gostam de toda essa violência explícita na novela. Também teve o primeiro beijo gay (de verdade. bom, quase) da história das novelas brasileiras (aparentemente já teve beijo gay no teatro e em uma minissérie da extinta Manchete), o que afugenta mais uma parcela da população, pois infelizmente ainda existe muito preconceito com relação a esse assunto. Então somamos: violência, falta de história e relacionamento gay. Serão esses os motivos?

Eu na verdade não estou convencida de que tem alguma a ver com nenhum desses assuntos. Acho a novela muito válida, trata de um período da história do país que as pessoas não gostam de comentar e retrata algumas verdades sobre o que isso significou na época e como afetou e ainda afeta a maneira como as coisas são feitas no Brasil. Pode ser pesada, mas não deixa de ser uma tentativa válida de tocar numa ferida ainda aberta.

Tive professores torturadores e torturados na faculdade, e nem eles falavam muito sobre isso. Os depoimentos no final podem parecer exagerados para alguns, mas acredito que fazem parte da construção de um clima no qual a novela toda está envolvida. No fim, a história de amor entre uma revolucionária e um militar é que virou o pano de fundo na narração, mas que ainda assim não deixa de me interessar. Infelizmente eu não consigo assistir sempre porque estudo a noite, mas quando posso sintonizo no SBT pra ouvir mais um clichê super bem vindo característico das histórias de amor. Quem é que não gosta?

Já teve militar querendo acabar com a novela e gente achando que a personagem Jandira é inspirada em Dilma. O que os produtores dizem é que não há desrespeito com as Forças Armadas, e que nenhum personagem foi inspirado em uma pessoa real, mas que muitas que viveram esse período podem se identificar com uma coisa ou outra. Deve-se ter um cuidado para separar realidade da ficção, lembrem-se de que apesar do tema, novela sempre vai ser novela, e nem tudo aconteceu realmente ou da maneira como eles escolheram colocar no ar.

Outro ponto positivo, na minha opinião, é a trilha sonora. Eu adoro música, e acho que eles casaram direitinho uma coisa com a outra. A abertura da novela sempre me deixa arrepiada, além de eu ter achado inovador isso de colocar a abertura no fim. A música utilizada também é apropriada, e a historinha contada é o que mais incomoda, pois faz referência às pessoas que desapareceram durante o período. Confira as músicas que estão no CD aqui, e veja abaixo a vinheta de abertura de Amor e Revolução:

Mas com relação à novela, vocês gostam? Aprovam? Desaprovam? Amam? Ou tanto faz? Diz aí e compartilhe sua opinião com a autora que vos fala =]

PS: Só pra comentar, hoje é o melhor dia do ano! (também conhecido como meu aniversário… hehehehe)

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